aqui é o gado que cria a gente
ANA LUCIA CAMPHORA
poética interativa criada em Processing e apresentada na Escola de Artes Visuais em junho de 2018, sob orientação de Magno Caliman - interatividade e programação criativa: som, imagem e interfaces físicas (exibição a ser disponibilizada)

Há mais de um boi para cada brasileiro. Alter-ego presente que é do íntimo da minha híbrida carne, do viver e do morrer, se revela como tensão - materialidade e imaterialidade bovina. ‘Aqui é o gado que cria a gente...’: a frase de João Guimarães Rosa (do conto ‘Entremeios com o vaqueiro Mariano’) é o que conecta os três estudos que surgem neste primeiro contato com o desconforto/conforto das novas linguagens de programação em interfaces criativas. A imersão em diálogos híbridos também pressupõe questionar matéria e materialidade (como propõe Silvia Laurentiz). Assim, como expressão daquilo que nos constitui mas que, mantido à distância, é conjugado como imaterialidade, apresento LEILÃO, CÓDIGO DE BARRAS e LULLABY, criados com o Processing. Neles, profusão e repetição são exploradas como poética e embaladas por sonoridades nesse engatinhar por trajetórias que projetam ir muito além do pixel.

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